Duke Nukem: Projeto Manhattan
O bom e velho Duke Nukem está de volta. E não é uma metáfora. É mesmo o BOM e VELHO Duke. Enquanto a 3d Realms não lança o esperado Duke Nukem Forever, que pelo tempo de criação pode ser chamado de Duke Nukem Never, a Sunstorm Interactive resolveu retornar a idéia do game original de 1991. Trata-se de um jogo de plataforma, onde a ação se resume a pular de um lugar para o outro e coletar itens.
Embora o Zeronauta possa pensar que o mundo enlouqueceu e que a GreenLeaf, distribuidora do game no Brasil, foi vítima do bug do milênio a verdade é que Duke Nukem: Projeto Manhattan é realmente divertido. Com a jogabilidade clássica de um jogo arcade consegue deixar o usuário imerso durante horas. E nos tempos atuais isto não é pouca coisa.
Em Duke Nukem: Projeto Manhattan o herói mais desbocado dos games vai enfrentar porcos escrotos, salvar garotas em roupas sumárias e enfrentar o vilão Mech Morphix. Dessa vez, Morphix ameaça Manhattan com uma versão aprimorada do GLOPP, uma substância gosmenta e altamente radioativa que transforma seres vivos em horríveis mutantes ao simples contato com a pele. São oito fases e mais de 25 tipos de inimigos mutantes para serem fuzilados sem piedade por Duke.
Entre um pulo e outro, Duke coleta armas que vão ajudar em sua tarefa. E lá estão as conhecidas pipebombs ou o jetpack. Duas das contribuições mais criativas do Duke'n'Nukem para o mundo dos games. A tradição dos secretos continua, tão azeda quanto em todos os demais exemplares da série. Claro que eles são importantes para reforçar o seu arsenal ou encontrar os famosos cartões azul, vermelho e amarelo.
Dito isto, cabe uma observação. Por que diabos os criadores de games não investiram na fórmula consagrada de Duke'n'Nukem. Quer dizer, não foi o fato de o personagem falar palavrões que fez o sucesso da versão em primeira pessoa (fsp). Também não foi a possibilidade de voar pelo cenário com o jetpack. Ou de jogar bombas e segurar o momento da detonação destruindo o máximo de inimigos possíveis com as pipebombs. Nada disso.
Mulheres e mais mulheres (e, é claro, a ajuda de um multiplayer excelente) é que fizeram op sucesso da série. Até hoje o Duke'n'Nukem é o único fsp que possui uma fase da revista masculina penthouse. Isto decididamente não é pouca coisa. Até mesmo clones desbocados como The Sin resolveram deixar o chavão garotas gostosas em perigo de lado.
Como hoje boa parte dos consumidores de games tem mais de 30 anos, continuar produzindo aventuras de porco-espinho saltitante não parece ser a melhor maneira de ganhar dinheiro. Não há dúvidas que existe um bom mercado de pessoas com problemas que adoram a misoginia politicamente incorreta do Duke'n'Nukem. Como diria o próprio Duke: Hail to the king, baby...
A verdade é que Duke Nukem: Projeto Manhattan é aquele joguinho antigo que não tem perigo de assustar ninguém. Não há nenhum vestígio de originalidade e, no caso, isto sequer é importante. Com relação ao jogo anterior da série é decididamente um passo atrás. Mesmo assim não dá para negar que é um dos games mais divertidos lançados ultimamente. Na píor das hipóteses serve para matar a saudade enquanto a 3d Realms não toma vergonha na cara e termina o Duke'n'Nukem Forever.
Prós: Jogar com o Duke e ouvir frases clássicas como: "rest in pieces". Mulheres em trajes sumários. É divertido.
Contras: Jogo de plataforma em pleno novo milênio. Inferior ao Duke'n'Nukem
Ação repetitiva. Para quem já jogou qualquer game da Nintendo não há
qualquer desafio.
Requisitos Mínimos:
Sistema Operacional: Windows 98/ME/2000/XP;
CPU: Pentium II 350MHz ou equivalente;
RAM: 64MB de memória RAM;
Espaço no HD: 200MB livre;
Vídeo: DirectX 8.1 8MB compatível com a placa de vídeo
2xAGP;
Áudio: DirectX 8.1 compatível com a placa de som (inlcuso);
Suporte para joystick e controles para jogos para melhor retorno.

