Dream Theater - Six Degrees Of Inner Turbulence

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Pense rápido. Existe algo mais chato do que o rock progressivo? Claro que sim. A resposta chama-se Dream Theater. O nono trabalho da banda consegue superar todos os recordes da chatice universal. A resenha sobre o disco era para ter saído no mês passado, mas é impossível escutar o álbum duplo Six Degrees Of Inner Turbulence sem dormir. É o tipo de música que você começa a escutar na sexta-feira e na segunda de manhã o cd ainda não chegou ao fim.

Para tornar tudo mais indigesto Six Degrees Of Inner Turbulence é um disco conceitual. Acredite se quiser! Esta verdadeira praga, o atestado de mau gosto do rock foi ressuscitado pelo Dream Theater. Sentiu um certo cheiro de naftalina? Pois é exatamente o que parece. A banda não pode soar mais anacrônica, ultrapassada e obsoleta.

A mistura de heavy metal com progressivo, a qual se dá às vezes o nome de metal melódico, da banda já tinha se revelado um equívoco nos discos anteriores. Eram chatos até o limite do insuportável, mas, em sua defesa, se podia argumentar que conseguiam manter sua megalomania e egocentrismo sobre controle. Nada disso ocorre em Six Degrees Of Inner Turbulence que somados os dois cds chegar a durar excruciantes 90 minutos.

Aliás, a faixa que dá nome ao cd ocupa todo um disco. Dura 42 minutos!! E é dividida em oito partes. Para acabar com qualquer possibilidade de salvação, uma das músicas a brega About To Crash chega a ter reprise em um manjado truque do rock progressivo. Um verdadeiro convite ao tédio absoluto. Uma espécie de buraco negro de criatividade.

Vale dizer que na discografia da banda constam verdadeiros atentados fonográficos como Metropolis Pt 2 e Images and Words. Provavelmente o que de mais chato a música já produziu em todos os tempos. Em Six Degrees Of Inner Turbulence, o mais próximo de rock que a banda consegue está na faixa The Glass Prison. Mas é muito pouco para justificar o fanatismo bizarro que paira sobre o grupo.

Claro que os fãs do Dream Theater vão usar a velha cantilena dos amantes do progressivo. Ou seja, as músicas são um pé-no-saco, mas os músicos são geniais. Fala sério. Como diria o Joey Ramone quem gosta de solo é minhoca...

Paulo Pinheiro

DREAM THEATER: SIX DEGREES OF INNER TURBULENCE [2002]
CD 1
01. The Glass Prison
02. Blind Faith
03. Misunderstood
04. The Great Debate
05. Disappear
 
CD 2
01. Six Degrees Of Inner Turbulence
a. Overture
b. About To Crash
c. War Inside My Head
d. The Test That Stumped Them All
e. Goodnight Kiss
f. Solitary Shell
g. About To Crash (Reprise)
h. Losing Time / Grand Finale