Armadilha

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Armadilha é um daqueles filmes onde o título já diz tudo. Qualquer diretor que consegue desperdiçar o talento encorpado de Catherine Zeta-Jones merece passar toda a eternidade assistindo Ghost – do outro lado da vida sem parar.

O filme é uma sucessão de equívocos. Primeiro: Catherine Zeta-Jones aparece vestida. Aliás, muito mal-vestida. O figurinista do filme deve ter feito, no mínimo, um estágio nas festas da alta sociedade carioca. Segundo: Sean Connery já é avô. Só o cinema não se deu conta disso. O par romântico não funciona por que não é crível. Se as mulheres gostassem de velhos, os sábados à noite nos asilos seriam para lá de movimentados.

Na história do filme Robert "Mac" MacDougal (Sean Connery) tem uma reputação inigualável. É o maior ladrão de obras de arte no mundo. Ele já pediu, entretanto, aposentadoria há um bom tempo (isso é sintomático para entender o resto do filme). Um dia, um Rembrandt de valor inestimável é roubado em Nova Iorque e, por incrível que pareça, todas as evidências apontam para o bom e velho Mac. A investigadora da seguradora, Virgínia "Gin" Baker (Catherine Zeta-Jones), consegue persuadir seu chefe a deixá-la ir atrás desse gênio criminoso.

Bom, Mac acaba descobrindo que Gin é na verdade uma ladina espertalhona. A partir daí ambos resolvem criar uma dupla maligna para assaltar empresários inocentes. Tudo funciona maravilhosamente bem até que Mac resolve acreditar em uma barbada de Gin que quer roubar um banco milionário na Malásia, justamente no primeiro dia do novo milênio. Infelizmente, a maioria dos espectadores já dormiu neste ponto do filme, sinal de que a armadilha montada pelo diretor Jon Amiel funciona que é uma beleza...

J. Tavares

(Entrapment, EUA,1999) Direção: Jon Amiel. Roteiro: Ronald Bass & William Broyles Jr. Elenco: Sean Connery e Catherine Zeta-Jones, Ving Rhames, Will Patton. 110 min.

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