O Magnata
O filme O Magnata foi escrito pelo cantor (sci e sci-fi) Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr. É sério. Não é piada. Vamos dar um tempo para o leitor parar rir. Pronto, agora chega. A verdade é que esta é uma daquelas obras que transcende qualquer capacidade de avaliação. Estabelece um, novo padrão para a definição de filme ruim.
O Magnata pretende ser um retrato do universo de Chorão. Assim, todos os homens falam como o Chorão, todas as mulheres falam como o Chorão, todos os adultos falam como Chorão e até mesmo o pipoqueiro da esquina anda de skate...
A trama narra a história de um sujeito chamado Magnata (Paulo Vilhena). Ele é um pseudo-astro do rock. Tem uma banda de trash-metal, que é pura poesia. Além de berrar palavrões em todas as músicas, costuma partir para cima de todas as mulheres. Sem pensar no futuro, (aliás, que rockstar faz isso?) vive gastando o dinheiro da herança que seu pai lhe deixou.
O Magnata segue se divertindo pela noite com seu brother Chorão – líder da banda Charlie Brown Jr. – e o resto da turma. Gente desqualificada, malucos de carteirinha como Taroba e suas aventuras sexuais na Kombi-Gozocar, o folgado Ricardinho (Murilo Salles) e sua quase ex-noiva Cilene, Formiga, Raja, ou a velha guarda vira-lata do skate, representada por adultos semi-analfabetos, que usam boné para esconder a careca.
Tudo recheado com cenas ridículas e diálogos patéticos. Para não ficar em um completo desperdício, ainda há uma festa passada em um lupanar com direito à participação de Tiririca, como o inacreditavelmente bizarro Elvis Brown, na melhor cena do filme, onde há uma comparação entre vinhos e determinado orifício da anatomia feminina.
O problema é que o Magnata se mete em uma encrenca ao roubar uma Ferrari junto com seu amigo Chivitz. O Magnata alerta o mané que os carros vêm com localizador, que é hora de deixar o veículo em um canto da cidade e picar a mula. Acontece que o mano Chivitz dá bandeira e é preso pela polícia.
No meio disso, o Magnata conhece Dri (Rosanne Holland). Na verdade, Rê (Priscila Sol) é quem estava a fim - sabe-se lá por que - de conhecer o troglodita musical. Ela chega até mesmo a convidar, o roqueiro para uma festa na casa da sua família na praia.
Sem qualquer vestígio inteligência ou sutileza, ele vai patrolando na base da truculência para cima de sua preferida. Manda Rê catar coquinho em cima de poste. E coloca pressão até que a Dri resolve conhecer o tamanho do microfone do rockstar. Seria um mundo perfeito e maravilhoso? Não é o que pensa a consciência do Magnata (interpretada por Marcelo Nova, que finalmente chegou ao ponto mais baixo da carreira).
Até por que uns amigos de Chivitz estão indignados com a prisão do mano e querem que o Magnata pague uma grana para conseguir um advogado responsa. Então, Magnata manda todo mundo tomar lá mesmo onde você está pensando. E segue xingando a tudo e a todos. Infelizmente, ele vai descobrir do pior jeito possível que sua imaturidade ter graves conseqüências.
Depois de muitas ameaças os bandidos seqüestram Rê e Dri. Então, o Magnata vai ter de lutar para salvar ambas. Embora talvez já seja tarde demais. Enfim, Chorão fez uma obra pífia e patética, coerente com tudo o que já produziu até o momento. Se ele é o Chorão, o seu filme é de chorar de rir...
(O Magnata, BRA, 2007), Direção: Johnny Araújo, Elenco: Paulo Vilhena, Rosanne Holland, Chorão, Marcelo Nova, Murilo Salles, Priscila Sol, Chico Diaz, Maria Luíza Mendonça, Juliano Cazarré, Chivitz, Allan Mesquita, Radha, Tubarão, Tiririca, Taroba, Milhen Cortaz, João Gordo, Marcos Mion, Jaqueline Khury, Natasha Kupfer, Poisé, Tom Ribeiro, Ygor Fiori, Mano Mikimba, Fernando Pavão, Cris Lopes, Duração: 97 min.
