O Clã das Adagas Voadoras

Nos filmes de artes marciais, a primeira coisa a ser revogada é a lei da gravidade. Em O Clã das Adagas Voadoras todo mundo sai voando. Se fosse assim tão fácil a China não investiria milhões de dólares em seu programa espacial. Bastava começar a ensinar seus astronautas a lutarem Kung-Fu.

A trama inicia no ano 859. Na época, a China passa por terríveis conflitos. A dinastia Tang, antes próspera, está decadente. O governo corrupto é incapaz de lutar contra os vários grupos rebeldes que se insurgem. O mais poderoso e prestigiado deles é o Clã dos Punhais Voadores.

O capitão de polícia Leo (Andy Lau) decide infiltrar um de seus homens, Jin (Takeshi Kaneshiro) no luxuoso bordel do Palácio das Peônias. No local, se acredita que uma das cortesãs seja a filha do falecido líder do Clã das Adagas Voadoras, a dançarina cega Mei (Zhang Ziyi).

Jin se disfarça como um combatente solitário. Tudo para ganhar a confiança da bela Mei. Só que como diria a canção: mulher, nova, bonita e revolucionária, faz o chinês gemer sem sentir dor. Infelizmente, Mei é identificada como guerrilheira, é presa. Mesmo torturada nada revela sobre o clã.

Então, como parte de um plano elaborado pelo capitão, Jin ajuda Mei a escapar. Ele finge ser um aliado para que a moça o conduza ao esconderijo de seu clã. Na fuga, Jin aproveita os momentos a dois para dar uma de galã de novela das oito, mas Mei resiste as investidas até que algumas surpresas vão mudar o rumo dos acontecimentos.

Nem é preciso dizer que O Clã das Adagas Voadoras é absurdamente bem-filmado. A fotografia é mesmo impressionante. O problema é o seu roteiro de novela mexicana que poderia terminar uma meia hora antes. Zhang Yimou pode dizer que é o melhor diretor de filmes de Kung-Fu da atualidade. Se é que isso realmente pode ser motivo de orgulho.

J. Tavares

(Shi Mian Mai Fu, CHI, 2004), Direção: Zhang Yimou, Elenco: Takeshi Kaneshiro, Ziyi Zhang, Andy Lau, Dandan Song, Duração: 111 min

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