Odissey: A Máquina de Guerra

zzfilesodyssey.gif (37887 bytes)

O ZZ-files desse mês desvenda o mistério por trás de uma das mais intrigantes indagações relacionadas com a informática e os jogos de videogame. Um mistério que esteve sem solução por quase vinte anos: afinal qual era a utilidade daquele teclado do Odyssey? Aquele videogame da Philips que era o concorrente mais pobre do Atari no início dos anos 80.

Tudo começou com uma pequena nota divulgada por vários meios de comunicação sobre uma polêmica criada pelo Ministério do Comércio Japonês envolvendo o novo console da Sony, o Playstation 2. O Ministério do Comércio japonês anunciara que iria exigir uma autorização especial para a exportação do console, pois segundo as autoridades japonesas o videogame poderia ser usado como arma militar. O PlayStation2 possui uma CPU de 128-bit cuja freqüência pode chegar a 294.912 MHz, sendo capaz de processar imagens de alta qualidade rapidamente, uma característica dos sistemas de orientação de mísseis. As autoridades japonesas alertaram inclusive que entre os mísseis que utilizam esse tipo de sistema, estão os Tomahawk usados na guerra do Golfo. A coisa funciona mais ou menos assim: nos mísseis, uma câmera transmite imagens para uma estação de disparo, onde um operador pode enviar sinais para ajustar a trajetória do foguete. O que tornaria o Playstation uma arma de guerra em potencial. Nesse momento incauto internauta deve estar pensando: mas isso é realmente possível? Sim e vem acontecendo há bem mais tempo do que se possa imaginar...

Nossa história tem início em 1978, nos primórdios da industria de videogames, no tempo do computador a manivela. Quando uma obscura empresa americana achada Magnavox desenvolveu o primeiro Odyssey. Mais tarde a Magnavox seria comprada pela Philips, que iria então distribuir o Odyssey mundialmente.

Eram os tempos da guerra-fria e do primeiro mandato do presidente canastrão Ronald Reagan. O governo americano preocupado com a situação da Europa Oriental e possibilidade de uma catástrofe nuclear. Iniciou a implantação de um projeto ultra-secreto em parceria com a NASA e a Philips. Para criação de um módulo doméstico de controle de mísseis teleguiados, que também servisse de videogame. Assim surgiu o Odyssey2, um videogame de 8 bits que tinha como grande diferencial, em relação a seus principais concorrentes, um bizarro teclado alfanumérico, que nunca pareceu ter uma real utilidade na época.

Isso até hoje, pois descobrimos, analisando documentos da época, que digitando um código secreto durante o jogo "Didi na Mina Encantada" (Pick Axe Pete, nos EUA), o usuário teria acesso a uma tela especial. Na qual você poderia controlar um míssil teleguiado de pequeno porte a média distancia. A idéia era criar uma versão doméstica do projeto da NASA conhecido como Starwars(Guerra nas Estrelas), no qual satélites americanos em órbita com a terra destruiriam os mísseis russos no caso da hecatombe nuclear. Com o Odyssey qualquer americano patriota poderia fazer isso da própria casa.

Não conseguimos decifrar o código, que esta criptografado numa complexa linguagem de máquina de 8 bits. Nem tão pouco conseguimos encontrar um Odyssey que esteja funcionando hoje em dia. Logo a coisa fica meio difícil de ser provada... Mas que teve um Odyssey sabe: ele era uma verdadeira bomba...

Porquê a Philips? Pois ela venceu a concorrência pública para produzir o videogame, oferecendo um produto mais barato. Mas, como se pode perceber depois, de qualidade inferior. Além disso Philips superfaturou o projeto elevando o custo final do produto, desviando dinheiro para financiar outros lançamentos da empresa.

Com o fracasso comercial do Odyssey, a queda do muro de Berlin e o fim da União Soviética. O projeto acabou sendo abandonado pelo governo americano, que não viu mais utilidade num sistema de controle de mísseis doméstico. Mas existem teorias apontam que os documentos secretos do projeto Odyssey foram parar nas mão de alguns executivos da Sony, que resolveram adaptá-lo para o seu novo lançamento.

Como o Playstation 2 sequer foi lançado nos EUA, e possivelmente só aportará nas praias brasileiras por 2001. Não temos material suficiente para investigar as denuncias do Ministério do Comércio japonês. Aproveitamos essa oportunidade para que pedir a Sony do Brasil que mande uma unidade do seu novo console para redação da ZeroZen. Para que possamos esclarecermos de uma vez por todas essa questão.

Desde já agradecido.

Fofox Murder

A verdade está lá fora tentando comprar uma cópia do Playstation 2 nos camelôs.

Considerações finais

Uma das características mais peculiares do Odyssey era que seus Joysticks eram fixos, ou seja, não podiam ser substituídos como os do Atari. E possuíam o formato muito parecido, ora vejam só, com o controle remoto de mísseis teleguiados. Bingo!

O slogan da campanha promocional do Odyssey nos EUA era:"The Keyboard is the Key." Sintomático não?

Para quem não sabe a Philips foi a criadora da tecnologia digital que deu origem aos CDs de áudio, que só se tornaram populares com a intervenção da Sony, produtora do Playstation 2. Estranha coincidência, não?

Outro aspecto interessante é que criando um empecilho na exportação do Playstation2, que é um sucesso de vendas absoluto no Japão, com mais de 2 milhões de cópias vendidas na primeira semana do seu lançamento. O governo japonês estaria preservando o mercado americano para o Dreamcast, da Sega e para o XBox, da Microsoft primeira investida da empresa de Bill Gates no mercado lucrativo dos consoles.

Muitos jogos de videogames usam táticas reais de guerra, e são inclusive usados como simuladores de combate no treinamento militar. Logo o inverso não seria muito difícil.

zzfilespsx2.jpg (15159 bytes)

O texto acima é uma obra de ficção e qualquer coincidência com pessoas ou terceiros é meramente acidental ou usada como forma de paródia.